SOS TABATINGA COM
A CARA E MUITA CORAGEM NA CARRASCO
Tô aqui, todo enrolado com meu trabalho, mas tô
doido pra escrever esse relato logo, antes que minha memória
deixe de lado algum detalhe!!!
Vou começar pela Carcará. Como premiação
pela vitória na Carcará, nós (SOS TABATINGA)
ganhamos a inscrição pra CARRASCO, na Chapada
da Diamantina, na Bahia, prova válida pelo RBCA e feita
por um dos organizadores do ECOMOTION. Depois de uns dias
pensando que não poderíamos ir, pois o custo
da viagem era muito alto para nós, paramos de pensar
e decidimos ir do mesmo jeito com a cara e a coragem.
Nosso primeiro problema era que Carol não poderia
ir por causa do seu trabalho, começamos a correr atrás
de uma mulher, e por sorte Graci (EXTREMOS) pode ir conosco.
Depois o material: “cara, não temos nada para
o frio, e lá ta gelado!!!”. Recorremos aos nossos
amigos aventureiros, cada um contribuiu com um pouco e conseguimos
juntar todos os equipamentos necessários!
Dividimos a passagem de avião no cartão e fomos
embora
Chegou o dia, corre para o aeroporto, Gil e Albert já
tinham combinado tudo com a galera da Bahia, nosso apoio e
novos amigos (Wlad, Capoeira e companhia, esses caras da Bahia
são um relato a parte, eu ira precisar de umas 10 páginas
pra contar o quanto nos ajudaram).
Chegamos a salvador, e a galera do apoio nos levou p Feira
de Santana, de onde saímos para Morro do Chapéu,
Chapada da Diamantina, chovendo e um frio de cortar os ossos,
pensamos, “vamos morrer”. Ainda na estrada, num
posto de gasolina, vimos um cartaz da CARRASCO na parede,
como se fosse um de vaquejada no RN, vimos que a parada lá
era divulgada.

Finalmente chegamos a Morro do Chapéu, um pouco cansados,
mas estavámos lá. Na praça da cidade
vimos o portal da RED BULL, foi o suficiente pra ficar com
a barriga gelada, o resto do corpo já tava gelado com
o frio que fazia no lugar. Deixamos nossas coisas na casa
que nosso apoio arrumou e fomos comer numa pizzaria. Assim
que chegamos encontramos algumas das equipes bem conhecidas
por nós aventureiros ATENAH, SELVA, VIVA BRASÌLIA
entre outros. Já deu pra ver que o bicho ia pegar no
dia seguinte.
Fomos dormir. Dormimos bem, pois a largada seria só
às 14h. Logo de manhã acordamos tremendo de
frio, fomos arrumar as MOCOFAIA. Quase congelamos na rua,
por sorte, nossa casa era sobre uma loja que tinha de tudo,
inclusive gorros e cachecol baratinho, compramos tudo. “Ufa...agora
melhorou”.

Arrumamos a MOCOFAIA e fomos para a conferência de
material. Chegando ao circo montado, demos de cara com nossos
amigos da SOS MATA ATLANTICA e vimos todas as equipes de ponta
do Brasil. Passamos bem pela conferência dos obrigatórios
e fomos para o briefing, que atrasou pra caramba.

Depois de uma correria danada e por causa do atraso do briefing,
tivemos só 45 minutos para plotar os mais de 200 km
de carta, que era 1:100 000.
Tudo bem, o race book tinha as distâncias de PC a PC,
dividimos as tarefas de plotagem, e eu (David) e Albert plotamos
tudo e emplastificamos os 3 mapas a tempo.
Agora corre pra largada!!!!!!!!!!!!!!!!!!! Agora é
q esse relato fica divertido!!!
A LARGADA
Tudo pronto! A corrida vai começar, primeiro um Cross
Country balisado com 9,5 km, só dois os fariam completos,
os outros dois só correriam 1,5 e voltavam pra largada,
Maxon e Albert correm, eu e Graci ficamos para acabar de arrumar
as coisas e estudar o mapa.
A massa se reuniu em baixo do portal da red Bull, uma galera
gigante assistia a largada, helicóptero no ar, mil
câmeras filmando, os corredores começaram a ficar
inquietos e começaram a gritar em coro “hu, hu,
hu, hu” e todos pulavam juntos, parecia um corpo pulsando,
e de repente 10, 9, 8, 7, 6, 5, 4... todo mundo saio correndo!
Que esperar o zero o que!!!!
Parecia uma largada para uma prova de 10 km, todos saíram
feitos uns loucos.
O PRIMEIRO TREKKING
Corri até o PC 1 e voltei para estudar o mapa enquanto
a rapaziada não voltava. Em 44 minutos chega a 1ª
equipe, se eu não me engano a SOS MATA ATLANTICA, e
logo depois as outras equipes de ponta. Nossa dupla correu
em 54 minutos, ficamos em 16º. Os POTIGUARES na nossa
frente, mas preferiram estudar mais o mapa antes de sair.
Pegamos as bikes, agora a coisa tava começando de
verdade, expliquei para todos que os primeiros 50 km de bike
(84 km a primeira perna) seriam os mais fáceis, por
isso agente tinha que socar a bota!!!!
Um trecho de asfalto todo esburacado com15 km e algumas subidas
de pouca inclinação, porém longas, montamos
o pelotão e começamos a buscar as outras equipes.
O fim do trecho de asfalto era o início de um single
track mais irados que já fiz na vida. Lajes de pedras
com areia, extremamente técnico, tivemos que aliviar
um pouco, pois o risco de cortar um pneu era grande. Batemos
o PC 3 em 13º ou 12º, não lembro bem, a trilha
ficou mais casca, e continuamos descendo para Ventura (PC
4). Albert ia à frente e rasgou o pneu nas pedras.
Graci e Maxon seguiram e fiquei para ajudar a consertar o
pneu do Albert. Quando terminamos o conserto vimos Siqueira
(POTIGUARES) chegando, pedalamos forte, descemos as pedras
feito loucos e fomos buscar a nossa equipe. Chegamos ao PC
4, onde tinha uma equipe com problemas mecânicos.
Passei voado pelo PC, nem sei em que lugar, a estrada agora
era mais larga, continuamos fazendo força, o PC 5 era
em Cachoeira, a trilha era um sobe e desce, não era
pesada. Nesse momento as equipes já estavam mais distantes
umas das outras, já era fim de tarde e começava
a escurecer.
Batemos o PC 5 em 12º, e fomos para Dias Coelho, aí
começamos a subir, mas era só uma amostra do
que viria pela frente. Batemos o PC 6 e socamos para o PC
7, onde encontramos pela primeira vez nosso apoio, já
era noite. Como é bom chegar a um lugar com gente te
esperando com comida e roupas secas. Batemos o PC 7/AT 2 e
pegamos a trilha para o remo e a travessia. Após um
pequeno trekking chegamos ao PC 8
O DUCK FURADO
No PC 8 começava a canoagem em DUCKS (esses seres
possuídos, com vontade própria que vão
para onde querem, e não para onde você os manda
ir). Escolhemos 2 ducks “bons” e fomos para água
gelada. Eu e Maxon começamos remando bem, como tínhamos
treinado em Natal, Graci e Albert vinham pouco atrás,
de repente a água virou planta, era tanta vegetação
que os remos quase não entravam na água, alguns
pescadores com lampiões indicavam os canais por onde
prosseguir. Depois de ralar um bocado saímos em águas
abertas e começamos a remar mais forte.
Mas eu e Maxon começamos a perder o ritmo, sem saber
bem porque, tentamos de tudo para voltar a remar bem, mas
não dava certo. O PC 9 era em um braço de lagoa
do lado direito, por isso nos mantivemos na margem direita,
nesse momento vimos uma equipe chegando rapidamente, era a
LANDSCAPE, com seus remos de carbono, eles tiveram problemas
na bike, lá nas pedras, mas estavam fazendo uma corrida
de recuperação, nos deixaram para trás
e sumiram na frente. Mal conseguíamos ver alguma coisa,
pouca luz, neblina e o cansaço que o remo proporciona
confundiam minha cabeça. Depois de remar por algumas
horas, Albert disse que ou passamos direto ou tinha que ser
por ali, eu não conseguia achar o local certo para
entrar. Depois de alguma discussão Albert descobriu
que tínhamos passado a pouco pela entrada, remamos
de volta e logo vimos a GANTUÀ entrando atrás
de nós, direto no lugar certo. Atrás deles vinham
os POTIGUARES cantando umas musicas que meu avô ouvia
na vitrola. Eu falei rema Maxon, rema que eu não agüento
essa musica. KKKKKKKKKKKKKKKKK
Nesse momento eu já tinha identificado qual era o
problema com a nossa remada, era o DUCK, ele tava furado,
nesse momento eu já remava com o corpo todo dentro
da água e com frio. Era impossível acompanhar
as outras equipes, mas remamos forte para manter o contato.
Batemos o PC 10 (fim do DUCK) atrás de GANTUÁ
e POTIGUARES. Aí começava a tortura!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
TRAVESSIA GELADA
É hora de encarar a travessia, 700 metros em água
gelada, igual aquela que você toma num dia quente. Ainda
por cima teríamos que levar além de nosso equipamento,
os remos. Para isso tivemos que usar duas bóias infantis.
Albert amarrou os remos nas bóias, fez uma “prancha”
se deitou em cima e saiu remando. Eu, Maxon e Graci ficamos
amarrando as sacolas plásticas com os equipamentos,
nadamos só de sunga para não molhar as roupas.
Tudo pronto, Maxon foi se embora na água gelada com
a tralha, eu fiquei para levar a Graci amarrada. Entramos
na água, água gelada, absurda, muito frio, lama,
pedras, plantas, escuridão, só uma luz lá
longe pra gente seguir! Mas que se dane, eu e Graci pulamos
na água e fomos forte!!!
Passamos por Maxon, que já apresentava sinais de hipotermia,
disse a ele que voltava depois pra ajudar e continuamos, passamos
alguns integrantes dos POTIGUARES e encontramos Albert, congelado,
remando em cima de sua “embarcação”
para o lado errado, já tava doido com o frio, tremia
feito uma Toyota desregulada! Gritei, bora Albert, pra esse
lado, ele corrigiu o rumo e continuou, chegamos a margem de
pedras. Tive que deixar Graci quase congelada na margem, ela
tremia muito, e eu estava com medo dela entrar em hipotermia,
mas tive que deixar lá e ir ajudar os outros. Albert
chegou logo em seguida, pulei na água de novo para
ajudar o Maxon, mas logo que comecei a nadar ouvi ele me chamando,
já tinha praticamente chegado. Ajudei ele com a tralha
e subimos a encosta de pedras, descalços, com frio
e sem luz, carregando os sacos com os equipamentos.
Quando chegamos ao topo, Graci estava com uma manta térmica
dos POTIGUARES, tentando se aquecer. Todos tremiam muito,
o frio era absurdo, tiramos todas as roupas e nos vestimos
com as secas que estavam nos sacos. Seguimos nosso caminho,
logo à frente conseguimos meia xícara de café
quente, o que deu pra animar nós quatro. Fizemos um
trekking curto até o PC 13, onde encontramos nosso
Apoio com um delicioso cupnodles quentinho.
Bem, o pior já passou!!!! Isso era o que agente pensava!!!!
SOCA A BOTA QUE FICAMOS PRA TRAZ
Continuamos no Trekking, batemos o PC 13 em França
e continuamos para o 14, no alto de uma serra, por um single
track muito inclinado, começamos a subir, subir, subir,
subir, parecia que a gente ia tocar nas estrelas!!!! Começou
a amanhecer, e fomos presenteados com um visual irado da Chapada.
Paramos por uns 30 segundos para apreciar a vista e fomos
de novo. Batemos o 14, uma barraquinha fechada, com duas criaturas
a beira do congelamento. Fomos embora, nesse momento vimos
pela primeira vez na prova equipe da Gil (ESPIRITO SELVAGEM),
que tava subindo o morro atrás de não sei o
que, pois o caminho era bem definido, nos viram, e passaram
feito uma bala, continuamos no nosso passo, passamos por umas
descidas de lama, entre palmeiras gigantes, que pareciam tiradas
do JURASSIC PARK. Lugar irado.
RIDE AND RUN
Já era dia claro quando pegamos o cavalo, PC 15, e
começamos o ride and run, por sorte, a Graci sabia
andar naquele bicho. Ela foi montada com as mochilas na garupa,
Maxon correndo e eu e Albert rebocados, a tática deu
certo, andamos bem rápido na subida e corremos no plano
e descidas, batemos o PC 16 em Miguel Calmon e continuamos
para o 17, onde deixaríamos o cavalo (uma égua)
e começaria o trekking, mas o bicho cansou, bate, puxa,
conversa, ela (a égua) dava dois passos e queria parar,
com jeitinho levamos até o fim do trecho. Deixamos
o bicho e partimos para o trekking de novo.
DIVERSÃO NA CACHOEIRA
Aqui começava uma das partes mais legais da prova,
fizemos mais uma subida monstra, uma descida sinistra e entramos
no leito de pedras de um rio de água corrente e corredeiras.
Começamos a subir pelas pedras, pulando, se agarrando,
escalaminhando, arrancando alguns carrapatos da pele até
encontrar o PC 19, a primeira cachoeira da prova, devia ter
uns 30 metros de altura, linda, tiramos uma foto, a maquina
molhou com os respingos e parou de funcionar, pelo menos temos
a foto, continuamos por uma trilha de pedras que mais parecia
uma escalada. No mapa eram uns 2 kilometros, mas na verdade,
parecia eterna.
Chegamos ao topo, um visual impressionante, pena que a máquina
já não funcionava, continuamos por uma trilha
fechada e batemos o PC 20, nosso apoio tava lá, comemos,
juntamos a tralha da bike e partimos. De início uma
descida de paralelepípedos que não dava pra
soltar os freios, pois se você errasse a curva era morte
certa.

PNEU FURADO
Voltamos para o mesmo percurso que já tínhamos
feito em trekking, onde os cavalos ficavam, quando passamos
por lá, e Albert furou um dos pneus, (fomos mais uma
vítima do psicopata dos espinhos, um boy de uma fazenda
que ficou cortando galhos com espinhos e jogando na trilha)
enquanto trocávamos de câmera de ar vimos o pessoal
da ESPÍRITO de novo, que tinham tomado um atalho (lá
pro quinto dos infernos) e estavam atrás de nós
novamente. Remendamos o pneu e seguimos nosso caminho.
Nesse momento começava uma das maiores subidas da
prova, um caminho que parecia até tranqüilo no
mapa, era uma serra, saímos da cota 600 para 1000,
pense numa pirambeira, tivemos que empurrar as bikes por boa
parte do caminho. E onde dava pedalamos forte. Conseguimos
nos aproximar dos POTIGUARES de novo e batemos o PC 23 juntos.
COMEÇO DAS TREVAS
Largamos as Bikes e partimos para um trekking psicopata
dentro da mata, na encosta da serra, o ponto de corte era
às 17h, chegamos uns 20 minutos antes. Este era o último
ponto de corte, ficamos mais tranqüilos nessa hora.
Batemos o PC 24 no meio da mata sem problemas, partimos junto
com nossos conterrâneos para o 25. Nessa hora eles apertaram
o passo e se distanciaram novamente. No race dizia que o PC
26 estava a 600 metros, mandamos uns 2600 metros pela mata
e os encontramos, o cara que estava no PC disse que ia nos
mostrar o início da trilha certa, pois já estava
de noite e se fossemos sozinhos iríamos nos perder.
Chamamos os POTIGUARES que estavam em outra trilha, mas eles
não vieram, achamos que eles iam se perder, ledo engano
nosso!!!
Anoiteceu e o bicho pegou, só tínhamos 3 headlamps,
um tinha ficado na bike, o melhor deles. Nosso guia não
sabia nem o rumo da casa da mãe dele, quanto mais a
trilha. Os POTIGUARES é que iam no rumo certo. Demos
umas cabeçadas, nosso guia indicou um caminho, nos
embrenhamos mais ainda na mata, e finalmente achamos uma tal
fita zebrada!!! Ufa, agora de dever ser fácil chegar
nessa tal cachoeira (onde seria o rapel).
AS TREVAS CHEGARAM
Enganados novamente, aí queo bicho pegou mesmo, tivemos
que tentar nosso caminho por uma escarpa de pedras, beirando
um precipício, cada passo podia ser um acidente feio.
Albert caiu e se machucou, só um corte no cotovelo,
Graci tropeçou em uma pedra, ouvimos a pedra rolar
no precipício em meio à escuridão, todos
congelamos nessa hora, conseguíamos ver uma pequena
luz, lá do outro lado da serra, onde achávamos
que seria o PC, mas estava muito longe. Continuamos a caminhada,
todos tensos, com medo de algum acidente ou não achar
o caminho. Depois de algumas horas achamos um talho em uma
arvore (sinal da trilha certa) e finalmente o PC 27. Esse
PC é uma história a parte, uma cachoeira, de
60 metros, no meio da mata, a organização tinha
instalado um gerador e iluminaram a cachoeira, simplesmente
lindo!
Chegando lá nos disseram que não podíamos
fazer o rapel, e teriamos que bater o PC 28 pela trilha. Não
discutimos, pois apesar da vontade de fazer o rapel pela cachoeira
a água estava muito gelada.
A ÚLTIMA PERNA
Continuamos pela trilha até o 28 e em seguida por
uma trilha até Itaitu, PC 29, onde estava o nosso apoio,
mais uma vez com comida quente. Pegamos as bikes e seguimos
para o PC 30, que era simples, mas nessa altura, segunda noite
sem dormir, cansados e com frio, nada era simples. Minha cabeça
já não funcionava bem, e a navegação
ficou enrolada, mesmo assim batemos o PC 30. Soubemos que
o PC 31 havia sido cancelado, pois era muito perigoso para
ser feito a noite (perguntem ao Karim por que, ele passou
por lá).
MONSTRO DO SONO
Agora é direto para a chegada, apenas 15 km de bike,
mole, até seria, se o monstro do sono não tivesse
chegado, eu não sabia mais o que era norte e o que
era sul, entreguei a navegação a Albert, ele
pegou o mapa e a bússola, eu pedi que ele confirmasse
o azimute da estrada, ele olhou o mapa, a bússola e
disse “eu não sei tirar o azimute com essa bússola”
nessa hora eu pensei, não dá mais, temos q dormir
um pouco, Graci já tinha pegado no sono segurando a
bike. Decidimos descansar por 20 min.
Maxon e Albert ficaram acordados, eu e Graci dormimos no
mesmo instante. Logo após os dois começaram
a pegar no sono também, antes que dormissem eles nos
acordaram e partimos de novo, agora minha cabeça já
funcionava melhor, Albert perguntou o caminho em uma casa,
confirmamos no mapa e fomos embora.
RUMO A CHEGADA
Só estradão, ritmo lento por causa do cansaço,
chegamos ao asfalto, Jacobina era logo ali à frente,
só mais 6 km, de repente, a polícia, duas motos
e um carro, com sirenes ligadas, eles vêem rápido
em nossa direção e Maxon falou “será
que é porque a gente tá sem estrobo? KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK
Me assustei com aquilo, mas era só uma escolta para
a chegada, nos animamos, passamos a pedalar a 34 km/h na subida,
entramos na cidade e vimos o portal da RED BULL!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
Chegamos em 12º lugar, conseguimos completar sem cortes
uma das provas mais importantes e difíceis do Brasil.
Foram 200 km que valeram por 400 km. Muito sofrimento, muita
garra, muita superação, muito lugar lindo!!!
Maxon agradeceu a Deus por nossa vitória e por ninguém
ter se machucado, depois seguimos para nossa pousada e para
um banho quente!!!!!!!!!!!!
Isso foi a CARRASCO, a prova de aventura mais difícil
da minha vida!
David B. Taveira – SOS TABATINGA/NITRO

David, Graci, Albert e Maxom - Na premiação
em Jacobina
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